A crise desculpa para tudo

24.07.10

"Portugal suporta uma crise, grave e duradoura, que é só sua e que só aos Portugueses compete resolver. Já desperdiçámos um tempo precioso e nada fizemos para atenuá-la, muito menos para superá-la." Medina Carreira

 

"Os políticos, não passam de "trambiqueiros", que hoje nos dizem que foram a S. Bento salvar Portugal da banca rota e no outro dia vêm gabar-se do que fizeram e "meter" ao bolso divisas da sua acção. O patriotismo do momento é um falso argumento. Politicamente falando não temos salvação possível. Vivemos desde o 25 de Abril numa corda bamba em que ora governa PS ora governa PSD, os restantes partidos são ornamento que por muito que reclamem, que se excitem como assim foi achincalhada Ana Drago, quanto a mim, com uma falta de educação fenomenal por parte de quem o proferiu, nada é tomado em consideração. Hoje pode-se ser desonesto, mal-educado, despropositado...que nada lhes acontece. Politicamente estamos no salve-se quem poder." Rosa Familiar

 

O Regional, publicou na íntegra o artigo de opinião, pode lê-lo aqui

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publicado por Yaleo às 13:55

A crise a desculpa para tudo.

15.07.10

 

Portugal suporta uma crise, grave e duradoura, que é só sua e que só aos Portugueses compete resolver.

Já desperdiçámos um tempo precioso e nada fize­mos para atenuá-la, muito menos para superá-la.

Poderemos empobrecer lentamente até que da Europa só nos reste a geografia. Poderemos fingir que tudo está no bom caminho, mesmo quando sabemos que não está. Poderemos confiar nos acasos, com um optimismo que é apenas uma imensa irresponsabilidade.

Uma coisa, porém, é certa: se não conseguirmos «mudar» o essencial da nossa sociedade, teremos o futuro comprometido.

A economia portuguesa regista uma década tão medíocre que só encontra um paralelo próximo no fim da Monarquia e no princípio da República.

Daqui emergem fenómenos sociais graves, desequi­líbrios financeiros perigosos, desmedidos endividamentos público e externo.

Chegámos à beira do precipício e, se dermos um passo em falso ou tardarmos na reacção, ninguém evitará um enorme sobressalto.”

 É com este excerto de Medina Carreira, que introduzo aquilo a que chamo de pensamento empírico, de quem nada sabe do assunto mas que pensa nele.

Que futuro para Portugal? Ao ler apenas este pequeno excerto, só me resta pensar que nasci na época errada; uns anitos atrás e hoje, quem sabe, não seria primeira-dama, com empregada doméstica a tempo inteiro, carro ministerial e compras feitas pela internetJ.  

O desperdício, no tempo “das vacas gordas” foi um negócio de inteligentes egoístas e desonestos. Todos nós, mesmo aqueles que nada entendem destas coisas, tal como eu, percebem, que já nessa altura Portugal sofria da doença do empobrecimento. Mas o que fez? Enriqueceu uns para empobrecer outros. Na vez de se ter atenuado a crise que se avizinhava, e que os políticos sabiam, não, gastou-se, desperdiçou-se, viajou-se, comprou-se, destruiu-se a economia, foi-se irresponsável, sem transparecer cá para fora o que era a realidade de um país que parecia estar cheio de dinheiro vindo da CEE. Em 1986 quando aderimos a esta Comunidade Económica Europeia, não foi para isto, pelo menos não foi o que o povo pensou vir a acontecer, pelo contrário todos nós achamos que seria a oportunidade de evolução do país. Hoje apenas União Europeia, em que de união não existe nada. Nós aderimos foi ao endividamento público e externo. Era a falsa questão de que podíamos investir à vontade que “ela” pagava tudo. Com o decréscimo vertiginoso, que a economia tem vindo e está a sofrer, só nos resta sermos realistas. Nunca vi Portugal perder tanto como na última década. Tal como Medina nos diz, preparemo-nos para os desequilíbrios sociais, financeiros e para uma guerra interna em que quem vai ganhar são os ricos e poderosos, que cismam em mandar no país.

Os políticos, não passam de “trambiqueiros”, que hoje nos dizem que foram a S. Bento salvar Portugal da banca rota e no outro dia vêm gabar-se do que fizeram e “meter” ao bolso divisas da sua acção. O patriotismo do momento é um falso argumento. Politicamente falando não temos salvação possível. Vivemos desde o 25 de Abril numa corda bamba em que ora governa PS ora governa PSD, os restantes partidos são ornamento que por muito que reclamem, que se excitem como assim foi achincalhada Ana Drago, quanto a mim, com uma falta de educação fenomenal por parte de quem o proferiu, nada é tomado em consideração. Hoje pode-se ser desonesto, mal-educado, despropositado…que nada lhes acontece. Politicamente estamos no salve-se quem poder.

Se é assim com o “grande” poder, que dizer com o “baixo” poder! Analisem o caso mediático da E.B. 1 de Manhouce. Analisem a forma como está a ser conduzida pelos órgãos máximos de orientação, quer educacionais, quer políticos. Pressões psicológicas, ameaças despropositadas quando se ouvem verdades, contornos sendados para que ninguém perceba o que se passa, omissões ao povo... Reparem na obscuridade da situação, da promiscuidade com que se tratam assuntos tão importantes como o futuro da nação, quer ela seja global ou local. Reflictam a forma como se trata o futuro de uma terra. Só quem é cego é que não vê. Manhouce é uma ferida tão grande, que nunca entra nos itens, da ordem dos trabalhos nas reuniões mais importantes. Manhouce virou “cancro” que se evita falar dele, com medo de uma morte súbita. Seria depois necessário dar explicações sobre uma autópsia que iria transparecer a morte provocada, o assassinato premeditado.

Volto à ribalta com várias questões colocadas sem qualquer intuito de insinuação ou mesmo ofensa, apenas com carácter enfatizador e protector dos mais desprotegidos em relação a este caso. Mas afinal o que faz uma directora executiva? O que faz uma Vereadora da Educação? O que faz um presidente da Câmara? O que faz um presidente da Junta? Saberá o povo quais as responsabilidades desta gente toda? Tanta gente e ninguém é capaz de dizer abertamente o que se passa em Arrifana? Chego mesmo a pensar que como docente, se trabalhasse, o que não quer dizer que não venha a acontecer, nesse agrupamento de escolas, já teria sido crucificada por questionar tanto o que não consigo nem ninguém consegue compreender.

Essa pressão psicológica que se incute no povo arrifanense, só os desmotiva, assim como os leva a desistir de uma terra onde não lhes dão atenção, um minuto de antena, um segundo onde possam expor o seu ponto de vista.

Vejo pessoas de grande carácter levarem transferidos os seus filhos para S. João da Madeira por serem “mal tratados” na sua própria terra; ouço comentários de que trabalhar em Arrifana começa a ser sacrificante. Há que reflectir nestas situações e já que dialogando não é possível, eu aconselho a que quando alguém se sentir lesado peça o livro de reclamações e exija responsabilidades. Não nos podemos dar ao luxo de afugentar os Arrifanenses para a terra vizinha, temos sim a responsabilidade de tornar Arrifana numa vila digna de receber gente nova e manter as novas gerações por cá. Não afastem mais o nosso povo da terra.

Fico triste e desiludida com uma Câmara Municipal, que por ter elementos da mesma cor política contra o seu ponto de vista, está a colocar a nossa Junta de Freguesia de lado. O caso Manhouce, está a olho nu, a ser tratado entre Escola/Câmara. Até a Junta de Freguesia, que desta vez se colocou ao lado do povo, já foi colocada de lado, nunca no disseram, mas sinto-o. Se querem fechar Manhouce por “vingança”, assumam-no como pessoas capazes de aguentar com as consequências, pois sabem que a opção Carvalhosa não é de longe a melhor opção, quem conhece todas as escolas de Arrifana por dentro e por fora sabe que Manhouce é uma das melhores, quer em infra-estruturas, quer a nível pedagógico. Esta escola onde fiz a minha 4ª classe em apenas três anos, será sempre “A menina dos olhos do nosso presidente” mesmo que ele agora não o profira. Todas as outras são nossas, são importantes e mais-valias, mas não fechem uma escola só porque vos apetece. A construção do Centro escolar é a pedra no sapato, da Câmara Municipal, está difícil de resolver. Ninguém quer vir a público dar o dito por não dito, pois quanto a mim não irá ser construído e por esse motivo é necessário dar continuidade ao trabalho no Bairro com apenas 2 salas.

Façam como “Farinheiro” – em que o presidente, homem de palavra disse, que enquanto fosse presidente a escola não fecharia, mesmo sendo uma das contempladas para encerramento. É a mensagem que anda de boca em boca.

Uma última referência como docente e sobretudo como cidadã. Deixem os professores terem a oportunidade de realizar um bom trabalho, com turmas únicas, pequenas e com condições pedagógicas para acordarem e querem muito sorrir logo pela manhã. A crise não pode nem deve ser motivo para prejudicar um futuro. Pelo país fora, só ouvimos falar de crise, vamos falar dos sucessos que os professores têm conseguido, mesmo sendo mal tratados a toda a hora.

publicado por Yaleo às 21:09

Haverá Liberdade de Expressão em Arrifana?

09.07.10

Há uns tempos a esta parte, os media, os comentadores, os poderes económicos e a classe política têm discutido ferozmente a suposta falta de liberdade de expressão em Portugal. Aquilo que foi a pressão emitida pelo governo de José Sócrates, para travar a opinião pública, foi deliberadamente usado pelos poderes locais, de forma a sentirem-se apoiados pelo poder central. Hoje tudo se pode fazer, seja certo ou errado.

Como todos sabemos, e para sustentarem essa tese de que o governo manipulava e manipula os media, criaram-se comissões de inquérito, fóruns de discussão, escreveram-se e continuam-se a escrever dezenas de artigos tentando provar aquilo que não era nem é possível provar.

Um dos exemplos, que nunca vamos esquecer, foi o caso TVI – Jornal de Sexta; é um exemplo que servirá para percebermos que uma das regalias, adquiridas com o 25 de Abril, foi-se ofuscando com o tempo. Um dos artigos de Mário Crespo, censurado num Jornal Diário, é mais um exemplo que perdurará na memória, assim como tantos outros.

Esta introdução, apenas para nos reportarmos ao nosso meio local. O que está a acontecer com Manhouce é um pouco de censura qualificada, que eu diria daquelas que dão direito a “prisão perpétua”. Não podemos admitir, que a opinião dos mais interessados seja ignorada e nem sequer ouvida. Nós ainda temos liberdade de expressão, é um absurdo e é em si mesmo uma forma de manipulação da opinião pública, mascarar o estado real das coisas, desculpando-se de que quem decide é A e a seguir já é B e mais tarde até é C. A manipulação de regras internas ofuscada pelo “poder” é merecedor de escárnio por parte de quem defende uma escola melhor para todos.

Os media parecem-me controlados ou então existe aqui algo baseado no poder económico que não deixa que estes façam o seu trabalho.

Sempre que leio uma notícia relacionada com este caso, sinto que não se diz tudo. Ou seja, a manipulação dos media é real, extremamente grave e preocupante, mas a sua origem está no poder económico e não no poder político, até porque, qualquer jornalista íntegro, pode sofrer pressão do poder político sem ceder aos interesses desse poder. O mesmo já não acontece com as pressões do poder económico, porque os media estão na sua posse e isso faz toda a diferença. Por vezes tenho a sensação de que os media debitam a toda a hora os recados que os seus donos pretendem que se tornem realidades absolutas. Além de discursos forjados, muitas inverdades.

A “crise” veio ajudar: se falas o que quero, tens emprego, se falas o que deves és substituído. São os critérios da reorganização da empregabilidade nos nossos “novos” dias. Todos sabemos que a cada dia que passa corremos o risco de ficar no desemprego. Será este um critério aceitável? Algo conquistado com braço de ferro não se pode perder. Esta (des)Ordem Mundial que nos foi imposta, com o objectivo único de maximizar os lucros e privilegiar poderosos, reforça o poder central e desce ao poder local como se fosse água corrente num rio. Parece que voltamos a viver em classes com similitudes com os tempos feudais.

A necessidade de confundir, o povo, é tanta que é necessário usar os media ao seu serviço, só assim conquistam, (des)informando.  Ainda não consegui, ver nem ler nada esclarecedor em relação a este caso.

Não nos deixemos ludibriar pelo canto trapaceiro dos poderes. Tenhamos uma postura crítica relativamente ao discurso dominante que nos tentam a toda a hora incutir. Os media difundem, mesmo que os argumentos anteriores não convençam. A postura crítica só nos pode beneficiar, até porque, não existe nada mais servil do que repetir o discurso do dominador.  Arrifana é vítima de ludibriações constantes, onde até ao momento não consegui ver coragem em ninguém para dizer FIM.

Costuma-se dizer que para bom entendedor, meia palavra basta.

 

Com referências de um artigo que li aqui e com o qual concordo plenamente.

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publicado por Yaleo às 20:55

A Defesa da Escola Pública

09.07.10

 

Este é o cenário criterioso dos modelos paradigmáticos existentes no nosso país, onde tudo é possível, seja certo ou errado.

Deixo-vos a mensagem de alguém que é pai, não é professor, a visão de alguém que se preocupa com o estado lastimoso da nossa Educação em Portugal e uma visão afincada do que se passa na nossa terra.

 

"Ana Drago, vi a sua intervenção na AR, estou plenamente de acordo com o que pensa. Transportaria algumas das suas palavras para as colocar no contexto do meu meio ambiente e do meu País.
Alguns iluminados desta terra chamada Portugal, alguns iluminados do Concelho da Feira, acham-se no direito de decidir a seu belo prazer.
Procuram refugio nas palavras! e que mirabolantes letras!
Tomam decisões na minha óptica precipitadas, erradas e que não vão de encontro dos interesses das crianças e das populações.
Digo com firmeza não usem as crianças! não têm esse direito.
Justificam-se com o injustificável, é uma vergonha o que se passa em Arrifana Sta.Maria da Feira com a rede escolar. Continue a ler aqui

 

Também eu, defendo a Escola Pública, não como docente, mas como cidadã, como alguém que gostaria de ver o país em crescimento. Trabalho diariamente para a realização de um futuro melhor, de um equilíbrio entre seres que apesar de individuais, têm as suas partes comuns a uma sociedade,  sociedade esta pouco justa. Vejo diariamente estragarem, desmancharem, destruirem o trabalho que realizei e continuo a realizar, com "pessoas", com invenções baratas. Sou mais uma vítima de um novo Estatuto da Carreira Docente que só vem desmotivar quem sonhou com uma profissão de sucesso. Amo o que faço e por isso ainda o faço por amor à camisola e não pelo que me pagam; mas na verdade compreendo quem já não consegue dar de si com tanta energia, pois ela acaba-se, esgota-se...é destruída por uma política economicista em que a qualidade de ensino não conta, contam os números.

Até quando, estes maus tratos ao ensino?

Até quando, esta política do empurra?

Até quando, este sorriso nos lábios, de ministra em ministra, encoberto pelo pó de arroz?

Até quando, pergunto mesmo até quando vamos continuar a fazer de conta que a Escola Pública está boa de saúde?

Implementaram-se aventuras, muitas aventuras, precisaria de muito tempo que me é útil à minha vida pessoal, para vos explicar o que não vale a pena, porque todos sabem e todos fazem de conta que desconhecem. - Escola a tempo inteiro - o que temos no nosso concelho? Crianças enfiadas na escola o dia todo, na mesma sala de aula...quando chegar o famosos mês de Setembro, estas crianças vomitam escola. Vão dizer-me assim: Mas há férias desportivas, há isto há aquilo etc...tudo se paga, e quem não pode pagar? (a maioria) Enfiam as crianças na sala de aula e está resolvido. Até quando esta brincadeirinha de governos que dizem: nós demos, nós demos, coisas lindas às crianças...deixem as crianças crescerem, porque desta forma elas não crescem, tornam-se raquíticas.

A nossa vida não é política, caros cidadãos, a nossa vida é um conjunto de momentos que devem ser vividos na plenitude, sempre na esperança do amanhã ser melhor. Infelizmente, estamos a "passar umas más férias" neste Planeta, porque gostamos de dar dois passos quando só temos amplitude para um.

publicado por Yaleo às 18:28

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