Crise – um conceito moderno

23.08.12

E porque está na moda falar de crise, apetece-me ripostar à crise.

Não pensem os portugueses, que chegou a crise, esta instalou-se no nosso país para ficar há muitos anos. Mas para que se entenda que de crise não vive o homem, eu diria que a crise está na mentalidade portuguesa de querer fazer crer que a vida em crise parece ser a desculpa para os maus hábitos de nós resolvemos adquirir ao longo das últimas décadas.

Sim, sem dúvida que a evolução tecnológica ajudou a que nos tornássemos menos “crentes” e mais consumistas. A internet deu lugar à televisão que era o meio mais interessante de passar o serão. Graúdos e pequenos trocam um bom filme pelas conversas de chat; trocam uma boa conversa de café pelas horas passadas no facebook; trocam um bom passeio à beira-mar por uma leitura do jornal online….tudo se faz online, sentados numa cadeira desconfortável e nada se faz para superar a crise. A produtividade infantil, jovem, adulta e agora até dos reformados, passou a ser uma produtividade virtual.

Não quero com isto deixar de dizer que a internet é algo positivo, sem dúvida que o é, pena nem sempre ser utilizada como tal. Não faço uma crítica a uma “invenção” que veio revolucionar o mundo, mas sim uma crítica aos seus utilizadores.

Não estará na hora de reclamar menos e trabalhar mais? Passo os dias a ouvir reclamar com crise, ouço os telejornais e só noticiam desgraças e crise, mas na verdade este mês de agosto tem demonstrado que a crise é ao longo do ano de trabalho.

Como se justificam os gastos excessivos em viagens de luxo durante uma semana ou quinze dias quando no mês seguinte se chora com a crise? Basta abrir a internet e os hotéis estão esgotados, o Algarve continua a ser escolhido como destino de férias, nem as scuts assustaram os turistas; nem o corte nos subsídios impediu o uso do cartão de crédito; as viagens para o estrangeiro (destinos paradisíacos) não deixaram de existir…e eu pergunto?

Onde está a crise?

Como se justificam as constantes jantaradas em restaurantes gourmet de onde se sai com fome, se no dia seguinte se come uma sande na casa das sandes mais próxima?

Como se justificam os gastos excessivos numa semana de férias, se se pode usufruir de um mês completo?

Pelo que ouço e vejo, o importante é manter o ego e a autoestima bem em cima, nem que após essa semana de sonho não se volte a sair de casa e se troque a praia mais próxima por um sofá encovado, ou se deixe um bom filme de cinema por ver para ver a novela cansativa da TVI; ou se ignorem os amigos e familiares em troca de uma manhã na cama.

Tudo aquilo a que chama de crise, foi criada por cada um de nós.

Hoje não se vê educar uma criança segundo as possibilidades económicas da família, mas sim segundo o ego e o fazer ver aos amigos mais afortunados que mesmo pobre tem direito ao mesmo.

Não estaremos nós a ver uma crise sim de valores? Crise de orientação? Crise de sabedoria?

O que fazer para que o país cresça? Será alimentar a dívida no cartão de crédito porque a resposta é fácil de dar?

Sem dúvida…ouvi, ouço e ouvirei sempre dizer que a vida são dois dias e tem de ser vivida, nem que para isso se tenha de viver em crise a eternidade.

A quem pensa que sou contra férias de sonho, esqueça, adoraria viver umas férias de sonho se a crise não existisse, esta crise que nós, os portugueses ajudamos a construir ao longo das últimas décadas. Ara quem pensa que sou contra férias no estrangeiro, engane-se, pois sou a favor de conhecer o mundo se de facto não existisse a nossa crise que teimamos em alimentar. Para quem pensa que sou contra jantar fora ou usufruir da internet, continua a enganar-se, sou uma das pessoas que apoia a evolução e por isso usa esta vertente tecnológica diariamente…apenas gostaria que cada um refletisse não nestes excessos a que todos nós temos direito e pensasse pelo menos uma vez na vida no que poderá fazer para deixarmos de falar em crise.

Trabalhe em prol do sucesso e este será alcançado.

Rosa Familiar

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publicado por Yaleo às 13:15

Arrifana desprezada

13.11.10

“A  Assembleia de Setembro fez tremer as hostes laranjas”

Partindo deste título, encontrado num dos blogs da terra, resta-me dizer que a laranjada de Arrifana já não possui hostes. “Ou foge deles ou junta-te a eles”, parece que assim aconteceu. No entanto, nem com as dicas de toda a bancada conseguiram fazer tremer a Câmara Municipal e exigir responsabilidades. Como tal, ou as assumem ou não passam de uns falhados a governar esta pequena Vila, tal como um governo falhado a governar Portugal. Está na hora de virem a público dizerem perante todos os arrifanenses que falharam, que não conseguiram. A sinceridade acima de tudo. Não nos basta atirar a falhar para os outros, como se assim nos víssemos livres do pecado. Não basta pedir perdão e fazer como Pilatos, daqui lavo as minhão mãos…afinal esta terra teve tudo para crescer, só não cresceu porque quem nos governou não quis.

Já não consigo entender, se o facto de serem “laranja” é motivo para a regressão, ou se a laranja apodreceu de tal modo que nem a casca se aproveita.

Realizarem uma Assembleia, onde o caso mais polémico da terra nem entrava na ordem de trabalhos, mostra a importância dada ao ensino, mostra a falta de luta que queriam fazer passar para os arrifanenses como sendo uma luta “laranja” quando nunca o foi, mostra o interesse no sucesso educativo das crianças que frequentam o ensino oficial, mostra a felicidade dos seus aliados.

Como era de esperar o movimento independente UPA, esteve mais uma vez à altura de fazer cumprir aquilo que quem governa nem vê. Eduardo Costa, exigiu que este assunto fosse colocado na ordem de trabalhos como ponto número quatro e assim foi feito, infelizmente sem qualquer sucesso, afinal o que importa a esta Junta de Freguesia, são sinais de trânsito, posturas para aqui e para acolá, todas para fazer o jeito a alguém que se anuncia como anónimo. Falar, agir, concretizar…nada, simplesmente nada. Nem algo coerente sobre o Encerramento da escola de Manhouce, que teve de ser aceite por todos como facto consumado pelo Ministério da Educação, quando todos nós sabemos que não é verdade. É real e visível que a jogada foi mais salvaguardada para a não construção do Centro escolar.

Com o encerrando Manhouce, viam-se livres de ter de construir aquilo que tinha de ser construído. Muita tinta ainda vai correr sobre este assunto, haja gente capaz de fazer mover moinhos de Arrifana e tudo será posto a “nu” para os Arrifanenses.

Lamentavelmente Arrifana está a ser “desprezada” pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, esta esqueceu-se que ali há gente com carácter que merece respeito. Arrifana está esquecida e a ficar para trás, retrocedendo ao tempo dos meus avós, em que tudo era uma ordem.

Caro cidadão arrifanenses, como arrifanense de gema, nascida e criada nesta terra, vejo-a apagar-se aos poucos em detrimento de outras que crescem quem sabe com o nosso dinheiro. Os arrifanenses escolheram mal, e agora estão a pagar a factura bem paga.

Analisem o que este executivo fez durante um ano, depois de ter em campanha eleitoral prometido mundos e fundos, analisem a obra executada, chegarão à conclusão que não fez rigorosamente nada e nada continuarão a fazer, até que o povo comece a exigir nas Assembleias.

A crise é para todos, mas a crise não começou há mais de 20 anos, nunca esqueçam isto.

publicado por Yaleo às 11:17

Outros tempos...Outras mentalidades...pensava eu que sim

10.10.10

Rosa Familiar acusa o presidente da Junta de  «falta de estratégia».  Dário Matos foi uma «desgraça» para Arrifana.

 

Na minha opinião, Dário Matos, nunca se deveria ter recandidatado, visto não ter equipa com  visão futurista e se terem verificado algumas fraquezas políticas. Uma falta de estratégia significativa que levou Arrifana à desgraça. O seu peso político de então, já não tem “espaço” nas Assembleias Municipais. A sua saúde fragilizada deu poderes em demasia ao seu braço direito que não consegue estar à altura dos acontecimentos. Desde as eleições, esta junta não fez nada, limitou-se a mudar posturas de trânsito conforme lhe desse melhor jeito e a cortar árvores. Não preservou o que já estava feito, não fez nada de novo e não lutou pelos direitos dos arrifanenses quando foi necessário. Já não consegue bater o “punho” na mesa e dizer que Arrifana também tem direitos. Que faz uma equipa ao lado de Dário Matos? Recebe uns trocos no final do mês?

Dário Matos não soube aproveitar aquele tempo em que o dinheiro vinha a “potes”, bastava haver projectos e era possível fazer-se obra. Nessa altura, podia-se ter feito o campo de Stº Estêvão sem qualquer problema, afinal era uma obra que não ia custa nada ao erário público, os fundos vinham de fora; os militares do Regimento de Engenharia de Espinho abriram caminho por uma refeição, porque não se fez? E os dinheiros que vieram para esse projecto? Que foi feito a esse valor? Como todo o dinheiro que entra nos cofres das autarquias nunca segue o seu verdadeiro caminho e é desviado para tapar buracos nada a fazer, é assim que vivem as autarquias.

Hoje deparamo-nos com um Centro Escolar prometido e preconizado na Carta Educativa que custou dinheiro ao povo, na mesma situação que o campo de Stº Estêvão, o dinheiro existe mas a obra não. Que estará a acontecer de novo? Mais uma vez o dinheiro de um projecto para o centro escolar terá ido para tapar buracos? Não podemos viver de ilegalidades e muito menos de mentiras. Lamenta-se que as autarquias, começando pela própria Câmara Municipal, não sejam capazes de cumprir o que prometem. Querem agora fazer remendos em escolas velhas? Então não fechem Manhouce e façam com o dinheiro do centro escolar, remendos em todas as escolas, desde pavimentação de pisos a apetrechamento de todas as salas com equipamento equivalente a um centro escolar, não esquecendo uma biblioteca e o pavilhão desportivo.

A Escola de Manhouce foi encerrada porque verificaram fraqueza nos Encarregados de Educação e viram ali a oportunidade da “vingança” de há quatro anos. Outros tempos, outras mentalidades…julgava eu que sim…verifico que não.

publicado por Yaleo às 10:35

A crise desculpa para tudo

24.07.10

"Portugal suporta uma crise, grave e duradoura, que é só sua e que só aos Portugueses compete resolver. Já desperdiçámos um tempo precioso e nada fizemos para atenuá-la, muito menos para superá-la." Medina Carreira

 

"Os políticos, não passam de "trambiqueiros", que hoje nos dizem que foram a S. Bento salvar Portugal da banca rota e no outro dia vêm gabar-se do que fizeram e "meter" ao bolso divisas da sua acção. O patriotismo do momento é um falso argumento. Politicamente falando não temos salvação possível. Vivemos desde o 25 de Abril numa corda bamba em que ora governa PS ora governa PSD, os restantes partidos são ornamento que por muito que reclamem, que se excitem como assim foi achincalhada Ana Drago, quanto a mim, com uma falta de educação fenomenal por parte de quem o proferiu, nada é tomado em consideração. Hoje pode-se ser desonesto, mal-educado, despropositado...que nada lhes acontece. Politicamente estamos no salve-se quem poder." Rosa Familiar

 

O Regional, publicou na íntegra o artigo de opinião, pode lê-lo aqui

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publicado por Yaleo às 13:55

Haverá Liberdade de Expressão em Arrifana?

09.07.10

Há uns tempos a esta parte, os media, os comentadores, os poderes económicos e a classe política têm discutido ferozmente a suposta falta de liberdade de expressão em Portugal. Aquilo que foi a pressão emitida pelo governo de José Sócrates, para travar a opinião pública, foi deliberadamente usado pelos poderes locais, de forma a sentirem-se apoiados pelo poder central. Hoje tudo se pode fazer, seja certo ou errado.

Como todos sabemos, e para sustentarem essa tese de que o governo manipulava e manipula os media, criaram-se comissões de inquérito, fóruns de discussão, escreveram-se e continuam-se a escrever dezenas de artigos tentando provar aquilo que não era nem é possível provar.

Um dos exemplos, que nunca vamos esquecer, foi o caso TVI – Jornal de Sexta; é um exemplo que servirá para percebermos que uma das regalias, adquiridas com o 25 de Abril, foi-se ofuscando com o tempo. Um dos artigos de Mário Crespo, censurado num Jornal Diário, é mais um exemplo que perdurará na memória, assim como tantos outros.

Esta introdução, apenas para nos reportarmos ao nosso meio local. O que está a acontecer com Manhouce é um pouco de censura qualificada, que eu diria daquelas que dão direito a “prisão perpétua”. Não podemos admitir, que a opinião dos mais interessados seja ignorada e nem sequer ouvida. Nós ainda temos liberdade de expressão, é um absurdo e é em si mesmo uma forma de manipulação da opinião pública, mascarar o estado real das coisas, desculpando-se de que quem decide é A e a seguir já é B e mais tarde até é C. A manipulação de regras internas ofuscada pelo “poder” é merecedor de escárnio por parte de quem defende uma escola melhor para todos.

Os media parecem-me controlados ou então existe aqui algo baseado no poder económico que não deixa que estes façam o seu trabalho.

Sempre que leio uma notícia relacionada com este caso, sinto que não se diz tudo. Ou seja, a manipulação dos media é real, extremamente grave e preocupante, mas a sua origem está no poder económico e não no poder político, até porque, qualquer jornalista íntegro, pode sofrer pressão do poder político sem ceder aos interesses desse poder. O mesmo já não acontece com as pressões do poder económico, porque os media estão na sua posse e isso faz toda a diferença. Por vezes tenho a sensação de que os media debitam a toda a hora os recados que os seus donos pretendem que se tornem realidades absolutas. Além de discursos forjados, muitas inverdades.

A “crise” veio ajudar: se falas o que quero, tens emprego, se falas o que deves és substituído. São os critérios da reorganização da empregabilidade nos nossos “novos” dias. Todos sabemos que a cada dia que passa corremos o risco de ficar no desemprego. Será este um critério aceitável? Algo conquistado com braço de ferro não se pode perder. Esta (des)Ordem Mundial que nos foi imposta, com o objectivo único de maximizar os lucros e privilegiar poderosos, reforça o poder central e desce ao poder local como se fosse água corrente num rio. Parece que voltamos a viver em classes com similitudes com os tempos feudais.

A necessidade de confundir, o povo, é tanta que é necessário usar os media ao seu serviço, só assim conquistam, (des)informando.  Ainda não consegui, ver nem ler nada esclarecedor em relação a este caso.

Não nos deixemos ludibriar pelo canto trapaceiro dos poderes. Tenhamos uma postura crítica relativamente ao discurso dominante que nos tentam a toda a hora incutir. Os media difundem, mesmo que os argumentos anteriores não convençam. A postura crítica só nos pode beneficiar, até porque, não existe nada mais servil do que repetir o discurso do dominador.  Arrifana é vítima de ludibriações constantes, onde até ao momento não consegui ver coragem em ninguém para dizer FIM.

Costuma-se dizer que para bom entendedor, meia palavra basta.

 

Com referências de um artigo que li aqui e com o qual concordo plenamente.

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publicado por Yaleo às 20:55

E.B.1 de Manhouce não é problema

07.06.10

E.B.1 de Manhouce não é problema

Numa breve análise, que poderá vir a ser aprofundada, deixo uma reflexão rápida do meu ponto de vista sobre o assunto Manhouce.

Segundo consulta feita ao GEP – Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação; no site do Ministério da Educação, o ponto da situação da Carta Educativa em Santa Maria da Feira está Homologada. Até aqui não existem dúvidas. Nessa Carta está preconizado a construção de um Centro Educativa em Arrifana. Até aqui também não há dúvidas. O terreno e o dinheiro estão resolvidos, segundo o nosso deputado Dr. Amadeu Albergaria; o valor para a sua construção existe, faltava o terreno que também já existe. O Centro escolar, vai ser construído no Bairro. Até aqui nenhuma dúvida.

Afinal onde existem as dúvidas?

Após a surpresa feita pela sindicalista Sofia Monteiro, que visitou a Ministra da Educação, Isabel Alçada, que se encontrava em Trancoso juntamente com o primeiro-ministro, José Sócrates, para mais uma inauguração, tudo parece mudar de figura. Aí entregou-lhe as reais preocupações existentes no Distrito da Guarda, transcritas num documento, onde o Governo quer encerrar 40% das escolas do 1º ciclo.

Em Trancoso o novo bloco da escola básica integrada da cidade, já é uma realidade. Um edifício, equipado com 12 salas, tem capacidade para 200 alunos e entrará em funcionamento no próximo ano lectivo. Uns têm mais direitos que outros, ou será que uns esforçam-se mais que outros para alcançarem os seus objectivos? Sofia Monteiro, não desiste e deixou a seguinte mensagem à Ministra da Educação:

"Tenha em consideração as reais necessidades das comunidades educativas e a melhor oferta educativa para as crianças".

Na resposta, a ministra da Educação observou que no processo de encerramento de escolas com menos de 21 alunos o Governo irá "ter em conta a realidade, os estudos que são feitos e todo o trabalho técnico que tem sido feito com as Câmaras". "Vamos ter em consideração todas as manifestações de opinião que nos chegarem", prometeu Isabel Alçada.

Como podem constatar o problema de Arrifana não está no Ministério da Educação, esse está receptivo às preocupações da população, às reais necessidades das terras e principalmente crédulo em relação ao trabalho efectuado pelas autarquias, ingenuidade mas nem tanto. Analisando a situação do distrito de Braga onde a Ministra se mostrou com uma abertura significativa, não entendo qual a necessidade de “guerras” em Arrifana. Basta haver diálogo entre as partes e tenho certeza que o ano lectivo 2010/2011 irá iniciar-se com tranquilidade.

Como deve ser do conhecimento de muitos a oposição não está a favor deste encerramento de escolas abruptamente, é um atentado à Educação aquilo que tem sido preconizado nos últimos tempos.

“Heloísa Apolónia, dos Verdes, acusou o Governo de ter escolhido o sector da Educação para "poupar uns bons milhões".” Eu diria que não só para poupar como para destruir a Educação definitivamente, no entanto a ministra mostra abertura. As condições em que o 1º ciclo trabalha em Portugal já é degradante na maioria dos estabelecimentos de ensino e agora querem unicamente encerrar, encerrar sem haver lógica nas atitudes tomadas pelos responsáveis. Não culpo o Ministério de Educação, mas sim o “baixo sistema” que com a descentralização de poderes quis fazer parecer que o poder é um todo. Os agrupamentos têm autonomia e não podem usufruir de uma ditadura despótica. Vamos realçar o diálogo e resolver os problemas ouvindo todos.

Onde estão as opiniões dos Encarregados de Educação?

Onde estão as opiniões dos Docentes?

Onde estão as opiniões das autarquias?

Nada vem a público, em Portugal uns decidem e os outros cumprem, não há democracia, a opinião foi vedada ao cidadão. Continuamos a debater o mesmo problema de falta de cidadania.

Transportando este caso isolado para Arrifana, tenho a dizer que me sinto “pequenina” ao ler e ouvir comentários que mais parecem preconceitos de estatuto. Fico infundida neste assunto que não posso deixar de falar nele. Como docente nem quero acreditar no que tenho lido e ouvido.

Manhouce, é um caso polémico, que vem de há quatro anos atrás, onde o seu encerramento era ponto assente. Os pais não aceitaram, e têm toda a legitimidade para “oferecer” a sua opinião, coisa que pelo que li, nem sequer foi tida em conta. Deram o ser parecer junto do CAE, ofereceram os seus serviços para ajudar na distribuição dos alunos, fizeram tudo o que estava ao seu alcance e só com “guerra” conseguiram vencer a batalha. Há aqui algo que não é pedagógico.

Lamento que após quatro anos, seja necessário haver mais “guerra” nesta terra de paz, de gente humilde e capaz de engrandecer a freguesia com tantas coisas boas que tem. Em conversa informal, ouvi afirmações que me deixaram incrédula. Ouvi e li comentário que a Directora do Agrupamento de Arrifana, reuniu com os seus funcionários e os proibiu de falar sobre o assunto. Mas qual assunto? Afinal para que são os funcionários aqui chamados? Porque têm de ser calados? Parece-me que Arrifana não tem um agrupamento, mas sim uma Assembleia da República onde se manda calar qualquer um. Estamos num país livre, onde a liberdade de expressão é um valor adquirido e se isto é verdade é muito grave. Espero sinceramente que não o seja. Ouvi ainda dizerem que reuniu com as Associações de Pais e autarquia, simplesmente para dar a conhecer a sua decisão. E aqui eu pergunto para me esclarecer:

Quem tomou a decisão de encerrar a E.B.1 de Manhouce? Foi a Directora do Agrupamento? Esta escola insere-se nos critérios do Ministério? Ou seja tem menos de 21 alunos? Não usufrui de condições para estar a funcionar? Se assim for, porque esteve aberta estes últimos 4 anos?

Li ainda que existe um grande problema, a falta de existência de um código na referida escola. Afinal isso é problema? Costumo dizer que algo que não tem solução não é problema. O código é um simples número que pelos vistos durante quatro anos não fez diferença nenhuma, será que o faz agora?

Não estarão todos, quando digo todos, refiro-me a Agrupamento, pais e encarregados de educação, professores, auxiliares e autarquia a fazer disto um poço de problemas onde eles não existem?

O Ministério da Educação quer encerrar escolas com menos de 21 alunos, logo Arrifana não encerra nenhuma. No Bairro será construído o Centro Escolar e as restantes funcionarão normalmente até que este esteja concluído. Onde está o problema?

Ao ler o Terras da Feira deparei-me com mais uma situação que nos leva à conclusão do problema - Arrifana – O Centro Escolar será construído, ou Alfredo Henrique mente.

“O saneamento e os centros escolares estão para a Câmara da Feira como o TGV está para o Governo de José Sócrates. São obras de que o executivo de Alfredo Henriques não abdica no plano que está a equacionar internamente para fazer face ao quadro de restrições a que as autarquias estão sujeitas pela diminuição das receitas das taxas e licenças e das próprias transferências da Administração Central.” Terras da Feira

Como devem calcular não é só Arrifana que tem problemas neste concelho. Ainda hoje, 7 de Junho podemos ler as palavras proferidas por Amaro Araújo, Presidente da Junta de Freguesia de S. João de Ver. Isto parece-me um problema de concelho.

"Tanto tempo de espera" Em relação ao atraso do Centro Escolar de S. João de Ver, sobra uma convicção. "Não é por falta de terrenos, que foram libertos em tempo oportuno. Seguiu-se uma segunda alternativa. É só começar, desde que haja vontade em avançar com a obra. A verdade é que o centro nunca mais estará pronto em Setembro, como foi prometido. Vejo os pais preocupados, porque assistiram ao lançamento da primeira pedra e o atraso é significativo. É certo que houve um lençol freático que surgiu de forma inesperada, para as pessoas que não o conheciam, mas isso não justifica tudo e é muito tempo já de espera", sentencia, em tom crítico”.

Como podem ver Santa Maria da Feira precisa sentar-se à mesa, organizar as suas ideias e trabalhar em prol do desenvolvimento do concelho. Sei o que é trabalhar com poucas condições, sei o que são as preocupações do pais e sei o quanto é importante a chegada dos Centros escolares, onde o avanço se instala em cada terra que o inaugura. Não podemos ficar parados no tempo. Não quero ver o concelho com escolas simplesmente no tempo do giz e outras usando as novas tecnologias e tendo ao seu alcance, um futuro mais risonho.

publicado por Yaleo às 19:51

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