Choque com governo

16.10.11

Precários, reformados, jovens, pessoas de meia-idade, idosos, crianças, famílias inteiras, constituíram os milhares de pessoas que desfilaram do Marquês de Pombal à Assembleia da República (AR), ‘indignados’ com o sistema político e financeiro.

15 de outubro fica marcado pela indignação do povo português. A democracia saiu à rua com protestos justificados, contra o combate à precariedade, ao desemprego, à corrupção, entre outras exigências que querem ver traduzidas em mais e melhor democracia. Estamos a caminhar para uma ditadura, em que o professor não pode reclamar das suas más condições de trabalho, em que um polícia precisa de alcançar metas estabelecidas para não ser ele o mau da fita, em que o juíz terá de trabalhar horas extraordinárias sem ser remunerado, em que o advogado terá de adiantar dinheiro para ajudar o carenciado, que muitas vezes vive melhor que o próprio advogado, em que o rendimento mínimo continua a ser dado a quem simplesmente não quer trabalhar, em que o operário fabril transpira o dia todo para o patrão viajar…tudo isto com a apresentação do novo orçamento de estado, fez despoletar a indignação. E os político? Esses não fazem sacrifícios, usufruem de bons carros, boas casas, boas fatiotas, ajudas de custo, viagem pagas e passadeira vermelha para não sujar as solas dos sapatos requintados e de grandes estilistas estrangeiros. São simplesmente uns fascistas incompetentes, sem escrúpulos.

Por que razão se vão cortar os subsídios à função pública, que está penalizada em 3,5% no seu vencimento e se insiste em manter rendimentos mínimos a quem não quer trabalhar? Por que razões se retiraram funcionárias às escolas, se reduzem o tempo efetivo de trabalho nas auxiliares, se vai aumentar o número de alunos por turma e deixar professores no desemprego, diminuir o apoio às crianças com dificuldades, estabelecer regras criteriosas, horríveis, como não dar ajuda pedagógica a uma criança com dificuldades caso a turma não usufrua de mais de 16 alunos, dar autonomia aos agrupamentos mas ao mesmo tempo cortarem-lhes as pernas…mas querem aumentar meia hora de trabalho efetivo no privado? Por que razão se retiraram abonos de família e se mantêm ajudas de custo a políticos com casa própria e ordenados chorudos? Afinal a casa constrói-se pelos alicerces ou pelo telhado?

A soberania é do povo, está na hora dos governantes ouvirem o povo, o seu descontentamento. Força a todos os que estão na luta…não podemos aceitar estas medidas, sentados a olhar o televisor como se o vizinho resolvesse por nós. É preciso mostrar descontentamento e dizer BASTA! Vamos todos para a rua, vamos dar as mãos e mostrar que o povo não quer ser governado por hipócritas, ladrões e desgovernantes.Rosa Familiar

 

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publicado por Yaleo às 13:18

Arrifana desprezada

13.11.10

“A  Assembleia de Setembro fez tremer as hostes laranjas”

Partindo deste título, encontrado num dos blogs da terra, resta-me dizer que a laranjada de Arrifana já não possui hostes. “Ou foge deles ou junta-te a eles”, parece que assim aconteceu. No entanto, nem com as dicas de toda a bancada conseguiram fazer tremer a Câmara Municipal e exigir responsabilidades. Como tal, ou as assumem ou não passam de uns falhados a governar esta pequena Vila, tal como um governo falhado a governar Portugal. Está na hora de virem a público dizerem perante todos os arrifanenses que falharam, que não conseguiram. A sinceridade acima de tudo. Não nos basta atirar a falhar para os outros, como se assim nos víssemos livres do pecado. Não basta pedir perdão e fazer como Pilatos, daqui lavo as minhão mãos…afinal esta terra teve tudo para crescer, só não cresceu porque quem nos governou não quis.

Já não consigo entender, se o facto de serem “laranja” é motivo para a regressão, ou se a laranja apodreceu de tal modo que nem a casca se aproveita.

Realizarem uma Assembleia, onde o caso mais polémico da terra nem entrava na ordem de trabalhos, mostra a importância dada ao ensino, mostra a falta de luta que queriam fazer passar para os arrifanenses como sendo uma luta “laranja” quando nunca o foi, mostra o interesse no sucesso educativo das crianças que frequentam o ensino oficial, mostra a felicidade dos seus aliados.

Como era de esperar o movimento independente UPA, esteve mais uma vez à altura de fazer cumprir aquilo que quem governa nem vê. Eduardo Costa, exigiu que este assunto fosse colocado na ordem de trabalhos como ponto número quatro e assim foi feito, infelizmente sem qualquer sucesso, afinal o que importa a esta Junta de Freguesia, são sinais de trânsito, posturas para aqui e para acolá, todas para fazer o jeito a alguém que se anuncia como anónimo. Falar, agir, concretizar…nada, simplesmente nada. Nem algo coerente sobre o Encerramento da escola de Manhouce, que teve de ser aceite por todos como facto consumado pelo Ministério da Educação, quando todos nós sabemos que não é verdade. É real e visível que a jogada foi mais salvaguardada para a não construção do Centro escolar.

Com o encerrando Manhouce, viam-se livres de ter de construir aquilo que tinha de ser construído. Muita tinta ainda vai correr sobre este assunto, haja gente capaz de fazer mover moinhos de Arrifana e tudo será posto a “nu” para os Arrifanenses.

Lamentavelmente Arrifana está a ser “desprezada” pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, esta esqueceu-se que ali há gente com carácter que merece respeito. Arrifana está esquecida e a ficar para trás, retrocedendo ao tempo dos meus avós, em que tudo era uma ordem.

Caro cidadão arrifanenses, como arrifanense de gema, nascida e criada nesta terra, vejo-a apagar-se aos poucos em detrimento de outras que crescem quem sabe com o nosso dinheiro. Os arrifanenses escolheram mal, e agora estão a pagar a factura bem paga.

Analisem o que este executivo fez durante um ano, depois de ter em campanha eleitoral prometido mundos e fundos, analisem a obra executada, chegarão à conclusão que não fez rigorosamente nada e nada continuarão a fazer, até que o povo comece a exigir nas Assembleias.

A crise é para todos, mas a crise não começou há mais de 20 anos, nunca esqueçam isto.

publicado por Yaleo às 11:17

Outros tempos...Outras mentalidades...pensava eu que sim

10.10.10

Rosa Familiar acusa o presidente da Junta de  «falta de estratégia».  Dário Matos foi uma «desgraça» para Arrifana.

 

Na minha opinião, Dário Matos, nunca se deveria ter recandidatado, visto não ter equipa com  visão futurista e se terem verificado algumas fraquezas políticas. Uma falta de estratégia significativa que levou Arrifana à desgraça. O seu peso político de então, já não tem “espaço” nas Assembleias Municipais. A sua saúde fragilizada deu poderes em demasia ao seu braço direito que não consegue estar à altura dos acontecimentos. Desde as eleições, esta junta não fez nada, limitou-se a mudar posturas de trânsito conforme lhe desse melhor jeito e a cortar árvores. Não preservou o que já estava feito, não fez nada de novo e não lutou pelos direitos dos arrifanenses quando foi necessário. Já não consegue bater o “punho” na mesa e dizer que Arrifana também tem direitos. Que faz uma equipa ao lado de Dário Matos? Recebe uns trocos no final do mês?

Dário Matos não soube aproveitar aquele tempo em que o dinheiro vinha a “potes”, bastava haver projectos e era possível fazer-se obra. Nessa altura, podia-se ter feito o campo de Stº Estêvão sem qualquer problema, afinal era uma obra que não ia custa nada ao erário público, os fundos vinham de fora; os militares do Regimento de Engenharia de Espinho abriram caminho por uma refeição, porque não se fez? E os dinheiros que vieram para esse projecto? Que foi feito a esse valor? Como todo o dinheiro que entra nos cofres das autarquias nunca segue o seu verdadeiro caminho e é desviado para tapar buracos nada a fazer, é assim que vivem as autarquias.

Hoje deparamo-nos com um Centro Escolar prometido e preconizado na Carta Educativa que custou dinheiro ao povo, na mesma situação que o campo de Stº Estêvão, o dinheiro existe mas a obra não. Que estará a acontecer de novo? Mais uma vez o dinheiro de um projecto para o centro escolar terá ido para tapar buracos? Não podemos viver de ilegalidades e muito menos de mentiras. Lamenta-se que as autarquias, começando pela própria Câmara Municipal, não sejam capazes de cumprir o que prometem. Querem agora fazer remendos em escolas velhas? Então não fechem Manhouce e façam com o dinheiro do centro escolar, remendos em todas as escolas, desde pavimentação de pisos a apetrechamento de todas as salas com equipamento equivalente a um centro escolar, não esquecendo uma biblioteca e o pavilhão desportivo.

A Escola de Manhouce foi encerrada porque verificaram fraqueza nos Encarregados de Educação e viram ali a oportunidade da “vingança” de há quatro anos. Outros tempos, outras mentalidades…julgava eu que sim…verifico que não.

publicado por Yaleo às 10:35

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